Levar cães e gatos para a praia pode render doenças e multa.

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Nesse verão, é possível encontrar facilmente na praia guarda-sóis, cadeiras de praia, biquínis e até animais de estimação. No entanto, desde 2009, a Lei Complementar nº 652, de Santos, proíbe que cachorros e gatos circulem na faixa da areia ou no mar, a não ser que estejam no colo de seus donos. 

A razão é evitar que os animais domésticos contaminem as praias com fezes e urina, afetando a balneabilidade do lugar e levando doenças aos banhistas. Já que a Cidade tem 100 mil cães e 25 mil gatos, estima-se que essa população gere 9 toneladas de excrementos diariamente.

“Eles podem transmitir várias doenças infecciosas por meio das fezes contaminadas com micro-organismos, como fungos e protozoários”, explica Elayse Hachich, gerente da Divisão de Microbiologia e Parasitologia da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).

Proibição evita que animais domésticos contaminem as praias com fezes e urina
Segundo a gerente, entre as principais doenças transmitidas estão problemas de pele e leptospirose, causadas por fungos de micoses e pela bactéria Lepstospira. As fezes dos gatos também podem conter o protozoário Toxoplasma gondii, causador da toxoplasmose.

Enquanto as micoses são manchas e lesões na pele que podem durar entre 10 dias até meses, a leptospirose é uma infecção que pode causar diferentes sintomas nos primeiros dias, como febre, náusea, diarreia e dores no corpo. Já a toxoplasmose é uma doença que pode se manifestar como uma gripe comum até febre diária e dores pelo corpo durante semanas. Em todos os casos, o tratamento hospitalar é o mais indicado.

“Além disso, em termos de bactérias, as fezes desses animais são três vezes mais poluídas do que as do ser humano”, justifica Wilson Bassotti Filho, gerente do Departamento de Produção de Água e Tratamento de Esgoto da Baixada Santista, pela Sabesp.

“Quando são jogadas diretamente no mar ou nas ruas, e assim carregadas pelas chuvas, elas interferem diretamente nas praias e na saúde da população”, diz Wilson. Até por isso, orienta, a atitude mais correta “seria descartar o excremento dos animais não nas ruas ou nas sacolas plásticas, mas no próprio vaso sanitário”. Na lixeira, o material acaba poluindo também os aterros sanitários.

Ocorrências

Quem desobedecer a lei municipal pode ser multado em R$ 50,82. Em todo o ano passado, a Ouvidoria Municipal registrou 23 ocorrências relacionadas a animais na areia da praia. Já a Guarda Municipal informa que trabalha com rondas e orientação à população. “Nunca houve necessidade de aplicar multas, pois essas pessoas sempre acatam a orientação”.

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